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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A evolução das "teen series"

Com a nova versão de "Barrados no Baile" chegando ao Brasil na próxima semana, nada mais justo que tentar entender a cronologia e a evolução das séries voltadas ao público jovem... E tudo começa num lugar muito, muito distante, conhecido como a década de 90...



Na famigerada década de 90, Aaron Spelling criou a primeira série de TV voltada ao público jovem. Em "Beverly Hills 90210", Brendon e Brenda Walsh chegavam à cidade título e tinham de se adequar aos novos amigos e às novas experiências.
Muito criticada na época, já que alguns atores já beiravam os 30 anos de idade e mal lembravam estudantes do segundo grau. De um jeito ou de outro, Brendon e seu indefectível topete conseguiram permanecer no ar por muitoas anos, perdendo a maior parte do elenco original.
Vale a pena notar a presença de Tori Spelling, que vivia a jovem Donna, que resistia às investidas de seu namorado e só foi perder sua virgindade no meio da série, quando ambos já estavam na faculdade. Curioso notar como esse tema marca as séries e nos permite ver a evolução dos temas abordados e do próprio comportamento da juventude. Isto porque o exemplo de Donna não se repetiria em nenhuma outra série...



Em "Dawson´s Creek", acompanhávamos a juventude tranqüila de uma turma de jovens que viviam na fictícia Capeside. Dawson era um jovem aspirante à cineasta, apaixonado pela recém-chegada Jen e alheio ao amor nutrido por sua vizinha e amiga de infância, Joey (a futura senhora Cruise).
A série inovou por ser a primeira a tirar um personagem do armário e a mostrar o primeiro beijo gay da TV norte-americana.
Joey, depois de inúmeras indas e vindas com Dawson, acaba por cair nos braços de Pacey (Joshua Jackson) e perde sua virgindade numa romântica noite à luz da lareira.
Ela e Dawson ainda tentaram um romance, mas ela achou seu final feliz com o anti-herói Pacey. Algo bem diferente do que ocorreu com a outra mocinha de uma certa série...


"The O.C." teve uma vida intensa e breve. A série acompanhava a chegada de um jovem do subúrbio que havia sido adotado por uma família de grã-finos. A série ficou famosa por sua trilha sonora, pelas brigas em cada episódio e por trazer figuras paternas com uma ínfima diferença de idade para os "adolescentes".
Na série conhecemos a patricinha Marissa, vivida por Mischa Barton. Ela talvez tenha sido o ponto divisório entre as mocinhas da TV. Isso porque Marissa já perde a virgindade na primeira temporada. E tem uma overdose de medicamentos. Depois disso, ela ainda atirou no cunhado, se engajou num romance lésbico e usou cocaína. Talvez não por acaso, sua personagem teve um fim diverso das anteriores.
Assim como uma donzela dos romances românticos do século XIX, Marissa teve de enfrentar o castigo por seu comportamento desvairado. Ela morreu no último episódio da terceira temporada. Depois disso, é claro, a série só teve mais alguns episódios antes de ser cancelada.
Com isso, escritores, criadores e executivos entenderam que uma mocinha-problema era a grande pedida de uma série teen...

Em "Gossip Girl" não temos apenas uma mocinha-problema, mas várias. Em primeiro lugar, sua protagonista, Serena, já perdeu a virgindade faz tempo. Além disso, ela vive diversos conflitos devido a um passado tulmutuado, que inclui transar com o namorado da melhor amiga, bebedeiras homéricas e até mesmo induzir uma overdose num futuro noivo. Mas, novamente como nos romances românticos, Serena se redime ao encontrar o verdadeiro amor em Dan Humpfrey.

Talvez por isso, outra garota má tenha roubado a cena na série. Blair é mimada, egoísta e faz o que for preciso pra conseguir o que quer. Depois de levar um pé na bunda do namorado, ela protagonizou um streaptease numa casa noturna e perdeu a virgindade no banco traseiro de uma limosine, com o pulha da turma...

Com isso, é interessante ver qual caminho será seguido pela nova série "90210". Fica óbvio aqui que criatividade nunca foi pré-requisito em séries como esta; mas bons diálogos, boa trilha sonora e personagens carismáticos podem, sim, segurar a audiência.

Se você já viu os primeiro minutos de "90210", pode ter percebido uma colagem de velhos clichês. E, ao que parece, a trama não traz nada de novo, além de querer chocar seu público. Infelizmente, ela ainda não conta com a inovação de "Barrados no Baile", com diálogos como os de "Dawson´s Creek", com um Seth Cohen, de "The OC", ou com o glamour de "Gossip Girl".

Mas, alguém duvida de seu sucesso?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Irritando o telespectador


O canal por assinatura GNT é exemplo de boas produções nacionais, seja em teledramaturgia (visto o excelente seriado "Mothern"), debates (onde se destacam o "Manhatan Connection" e o "Saia Justa") ou entrevistas. Neste último, o dia de Domingo é onde se situam os principais exemplos do que fazer (ou não) num programa: trata-se do "Marília Gabriela Entrevista" e do "Irritando Fernanda Young".
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Enquanto Marília é tida como a melhor entrevistadora do país, por suas perguntas sagazes e por um tom quase intimidador com o entrevistado, Fernanda é criticada por se auto-valorizar e por ser uma escritora que se arrisca.
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Mas o fato é que, comparando os dois programas e suas âncoras, Fernanda sai, disparada, na frente. O propósito do IFY é irritar, tanto telespectador quanto entrevistado, mas o programa, ao longo de suas três temporadas, conseguiu acertar o formato. É um programa leve, metalingüístico mesmo. Fernanda faz perguntas que qualquer pessoa faria e traz seu humor ácido para a conversa em quadros como o "hipoteticamente falando", onde se indaga se o convidado preferiria ser cozinhado numa sauna ou tomar água até explodir...
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Já Gabi parece ter perdido o tom de suas entrevistas. Ela sempre se mostra íntima do entrevistado e, ela sim, parece se importar de mais consigo mesma. Suas perguntas, teoricamente intelectualizadas ou difíceis, servem para convidados destilarem sua vaga filosofia de vida. E, na marioria das vezes, suas opiniões pouco importam.
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Quando fala-se dobre psicoterapia, então, a entrevistadora parece estar ainda mais à vontade dfo que de costume. E lá se vão minutos preciosos onde se discorrem sobre tempo de terapia, questões abordadas no divã e mais initmidades inúteis...


Numa época em que a fama é conseguida por se aparecer de biquíni num BBB ou por fazer sexo na praia, o fato é que nós, telespectadores, não queremos saber se eles, os famosos, fazem terapia ou não. Queremos saber se eles prefeririam ter "uma bunda que apita ou um nariz que pisca". Quando não se tem nada a dizer, o humor non-sense e a ironia declarada são a melhor arma para se fazer um bom programa de TV.
Por isso, durma mais tarde no Domingo e se divirta com o IFY!