terça-feira, 18 de novembro de 2008
O realismo fantástico
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
As maravilhas da TV fechada
Comecemos pela turma de Seattle...
No fim da quarta temporada (uma temporada boa, bem melhor que a anterior, considerando as duas grandes ausências no elenco - Isiaah Washington e Kate Walsh), vimos o interesse crescente de Lexie por George, a reaproximação de Izzie e Alex e o "felizes para sempre" de Derek e Meredith.
A nova temporada parte justamente do princípio de que não existe um final feliz. A vida é muito mais complicada, e, por isso, mais interessante, do que isto. A narração de Meredith estava lá, os apelos dos pacientes e tudo o mais... E eu me pergunto: será que a fórmula da séries estaria se esgotando?
Se a temporada passada conseguiu injetar novo ânimo com as tramas dos pacientes submetidos ao estudo clínico da protagonista, agora parece tudo "mais do mesmo". Izzie e Alex se aproximam e, quando o residente percebe isso, se afasta da loira... Lexie apaixona-se por George do mesmo jeito desastrado com que ele se apaixonara por Meredith, duas temporadas atrás... E até Denny (o personagem falecido de Jeffrey Dean Morgan) dá as caras...
Para o começo de temporada, foi razoável. Divertido em algumas partes, muito dramática e piegas em outras... Vamos ver se a série se segura com a reunião definitiva (será?) do casal principal...
Alheios a isso tudo estão os cinco amigos de "How I Met Your Mother", na minha modesta opinião, a melhor série de comédia no ar atualmente (ok, "30 Rock" pode ser a melhor... mas isto é outra história).
A nova temporada já está no segundo episódio e a série continua mantendo um bom padrão de roteiro e atuação, calcado sobretudo na sempre hilária presença de Neil Patrick e seu impagável Barney.
Se a série sempre conseguiu equilibrar comédia da boa com momentos mais sentimentais, com flashbacks e desconstruções de personagens e situações, uma dúvida permanecia: com o súbito interesse de Barney por Robin, as coisas mudariam (para a pior)? A resposta, ainda bem, é um sólido "não"... A série mantém-se fiel a seus personagens.
Acompanhe as aventuras e desventuras dessas duas turmas, em breve nos canais por assinatura (ou num site de download mais próximo de você)...
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Penélope, Serginho e a Juventude Brasileira
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Skins
Se você nunca ouviu falar de "Skins", não se sinta mal. Esse próprio que vos fala só descobriu a série há pouco tempo. E o que eu achei? Você fica sabendo agora...
Tony, Michelle e companhia são como qualquer jovem dos dias atuais. Querem sexo, drogas, festas e diversão. A série se propõe a fazer um retrato um tanto ácido da realidade de tais jovens, mostrando que o comportamento um tanto auto-destrutivo de cada um provém de um sistema de ensino falido, famílias desestruturadas e uma sociedade mais preocupada com o próprio umbigo do que em educar a juventude...
Com uma proposta dessas, a série poderia facilmente cair no exagero ou mesmo no caricato (fato que, realmente, ocorre, às vezes). Mas o fato é que a dinâmica do programa funciona. Com um texto ágil e um humor tipicamente britânico, a série foge dos lugares-comuns da maioria das séries feitas para o público teen: rostinhos bonitos, famílias-modelo, briguinhas de namorados...
Mas não pense que a série funciona como um estudo sociológico profundo da realidade atual. Seu principal trunfo é a diversão, fato que o programa alcança, com louvor.
Afinal, o que mais você espera de um série?
